... E esta, é uma delas. Daqui a 100, ainda estarão os meus bisnetos a levar um par de patins com esta boa velha cantiga... E ponho dinheiro na mesa.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Nunca quis ser advogado...
Não que não tenha jeito para mentir e para deturpar palavras - tenho, mas sempre preferi continuar a fazer disso hobby em vez de profissão - mas a lei nunca foi a minha praia. Até porque aposto que é bem menos fixe do que parece na TV. Mas se um dia quisesse ser advogado, era por causa de gajos como Sebastian Stark ou Denny Crane. Verdadeiros bastards: talentosos, descarados, sem remorsos. Senhores de grande manha e grande fluência verbal, só quase tão grande como a pancada que Deus lhes deu, na verdade.
Na série Suits, temos Harvey Specter. Harvey não é Stark nem Crane, é diferente. É educado, inteligente e bem-parecido. Bem sucedido, à custa de si próprio, da sua perseverança e sentido estratégico - ou seja, teórica e praticamente uma personagem mais pobre que os dois anteriores. E temos Mike Ross, o pupilo, e é onde a série ganha realmente um motivo de interesse. Ross é o típico miúdo inteligente (inteligente-ficção, não inteligente mundo-real) que desperdiça o seu talento com merdas sem interesse nenhum, isto nos intervalos das drogas e álcool. Até que se cruza com Harvey e se vê numa oportunidade de sonho para ser quem nunca imaginou vir a ser.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Os 23 eleitos: uma breve análise
E a minha breve análise consiste num só ponto: o Miguel Lopes? A sério? Com o Postiga e o Rolando um gajo ainda leva, com o Ricardo Costa já nos íamos habituando, e até o Duda nós já comemos e calamos. Agora, o Miguel Lopes? Só peço pelas alminhas que o João Pereira não se lesione ou não seja expulso - o que é complicado - ou isto vai ser feiinho. No mínimo.
Vá lá que pelo menos teve a decência de convocar o Nelson Oliveira. Salve-se alguma coisa.
terça-feira, 8 de maio de 2012
WC Portáteis, e mais qualquer coisa
Estão a ver aquelas casas-de-banho portáteis, que... isto? Pois bem, o IKEA arregaçou as mangas, e fez isto:
Porque melhor do que mostrar, divulgar e empurrar o produto, é mostrar o produto no seu habitat natural, usável, forçando a experiência sem que o utilizador se mace ou sequer se importe.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
E agora, Benfica? - Parte II: As tais diferenças
Em Itália:
"O campeonato o Milan atirou-o aos ventos. Perdemos o Campeonato porque apenas porque o atiramos ao vento, é nossa própria culpa. Mas a Juve mereceu pela perseverança, a invencibilidade e pelo futebol que mostrou: Os meus sinceros parabéns. O Milan voltará a ganhar. Allegri tem um contrato de dois anos, não vejo por que todas essas discussões tenham razão de ser." - Silvio Berlusconi, presidente do AC Milan.
Em Portugal:
"O título do FC Porto é um tributo dos árbitros" - João Gabriel, director de comunicação do Benfica.
"Sem os casos de arbitragem, o Benfica teria sido campeão" - Jorge Jesus, treinador do Benfica.
" " - Luis Filipe Vieira, presidente do Benfica.
No futebol como na política continua a faltar a humildade, a decência, a coragem de admitir que se errou quando efectivamente se errou. Errar que é natural, porque somos humanos, e isso acontece. Em vez disso, os sócios (e os cidadãos) continuam a ser tratados como pacóvios, como bonecos de trapos que são desprezados e rebaixados e nunca se queixam. Talvez seja isso que realmente sejamos, pacóvios, analisando pela forma como nos deixamos sodomizar consecutivamente, mandato após mandato e época após época. Como benfiquistas e como cidadãos. No futebol, e também na política.
E meus amigos, acreditem que nunca saíremos da cepa torta sem primeiro entender o motivo de ela estar torta, o que fizemos de errado e de que forma podemos ter uma cepa bonitinha como bem merecemos. Em vez disso continuamos a gritar para a estrada que a culpa é do machado, da terra, do vento e alguma parte também é do cão. Nossa é que não é, ora essa! Nem pensar.
domingo, 6 de maio de 2012
Querido Diário #1
Querido diário,
Ontem foi uma noite triste para a noite bracarense em geral e para mim em particular. Passo a explicar: o bom velho Insólito (em plena Avenida Central, Braga) foi amputado. Tragédia! - não lhe roubaram um dedo, um braço ou uma perna: foi logo o coração. O que faremos sem o berreiro e a animação da "parte de trás"? Dará para viver sem ela, não dará?
Não sei... Assim começa a ser complicado.
sábado, 5 de maio de 2012
Há coisas incríveis no mundo da música
Há coisas incríveis no mundo da música. Uma delas é o facto de esta música ainda estar nas minhas preferidas, depois de cinco anos nos meus phones, carro e sabe-se lá mais o quê. Outra é a mutação que uma banda pode sofrer com o passar dos anos. Quem viu Alex Turner e-companhia-limitada antes, e quem os vê agora... Ok, nada de inédito, acontece com todas as bandas e é resultado do seu amadurecimento. Eu sei. A diferença é que os Arctic não baixaram a fasquia da qualidade, apenas mudaram, evoluíram, a sua música mudou de registo mas a qualidade é sempre shooting for the stars.
A música também é isto, conhecer coisas novas mas manter os amores antigos, vê-los cair ou florescer, ouvi-los quando mais ninguém os ouve ou suportá-los quando até a mais ranhosa e corriqueira das rádios também os passa.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
É uma vontade de ir...
É uma vontade de ir, correr o mundo e voltar para jantar, na verdade. Quero sair, ir, ver e conhecer mais e melhor. Mas ainda assim, gosto disto por cá. Gosto de sair à noite e sair de dia, de ver de novo todas aquelas pessoas com quem nunca sequer falei mas que no entanto conheço, que são primas do tio do colega do y, sim esse, o mesmo que fez e aconteceu!, imagina. É que às vezes dá-me assim uma vontade interior de abrir as asas e planar daqui para lá, assim como quem parte rumo ao infinito, esse que só acaba para lá do perder de vista ou ali depois do semáforo, à direita. Outras apetece-me só pôr uma gabardine, uns óculos de sol e um chapéu de côco e entrar no comboio da meia-noite rumo a lado nenhum, apenas com uma banda sonora bem escolhida ou só mesmo o que a merda do rádio tocar. O que me apetece mesmo não raras vezes é pegar na mala ou deixá-la ficar, sair e conhecer o mundo. Sair, ir de dicionário japonês-português no bolso ou só com uma lista de indicações escritas e rasgadas da toalha do restaurante, pelo meu bom amigo z, que acaba de me contar sobre o que tenho que ver ali mesmo depois daquele cruzamento, já quem vira por ali acima.
Não sou coerente dentro da minha coerência, eu que sou de extremos. Num dia definitivamente Travis Bickle, no outro James Bond, muitas vezes Forrest Gump. Gosto do preto e engraço com o branco. No entanto, sei bem apreciar o cinzento na sua essência. E ainda assim, como poderia viver sem cor, quero lá eu pensar nesse trem. Há quem lhe chame indecisão. Há quem chame falta de bom senso. Eu nem sei como lhe chamo, sei lá bem. Talvez prefira sentar-me e ouvir o que dizem os outros, eles que sabem tudo. Eles que são as ovelhas-guia, as que levam a camisola amarela à frente do rebanho, sabem-no certamente. Eles sabem bem o que querem para eles e para os outros. Quanto a mim tenho embaraço, acho que nem sei o que eu quero. Acho que quero o preto hoje, o branco amanhã e o cinzento depois. Nos outros dias, uma côr qualquer - ou talvez o preto. Ou o branco. Logo vejo.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Play...what?
Vou ser directo, senhores: se era para fazer esta merda, nem valia a pena terem voltado. O bom velho Hefner que não saiba disto, ou ainda é desta que vai desta para pior. Sim sim, para pior, porque para melhor do que está agora é complicado e muito pouco provável. Anyway, para a próxima ponham a gaja com uma gabardine ou uma burka, que pelo menos sempre poupam o trabalho ao gajo do Photoshop, que por acaso até fez ali um bom trabalhinho com o cu da artista. E os créditos e parabéns encerram-se por aqui. E já vão com sorte.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
E quando não sabes o que fazer ao cartão da BP...?
Pois é, e se de repente houvesse uma máquina que transforma cartões de plástico (daqueles merdosos, que os gajos das bombas de gasolina e dos supermercados dão) em palhetas de guitarra novinhas em folha? Era bonito, não era? A MTV achou o mesmo, e a magia aconteceu em São Paulo:
terça-feira, 1 de maio de 2012
E agora, Benfica?
E assim mais uma época termina, da mesma forma que temos vindo a ser habituados. Taça da Liga, campeonato para o norte, segundo lugar, e nada de títulos relevantes. Agora vem o Euro, as cenouras, e o benfiquista começa a empolar o seu entusiasmo com a próxima época. Nada de novo. ERRADO. Não podemos cair neste marasmo.
Falemos de Vieira. Presidente à antiga: persistente, dedicado, muita força mas pouco cérebro. Prometeu mundos e fundos - prometeu que com ele, o Benfica seria de novo o clube de mais sucesso em Portugal; prometeu que o Benfica não ganharia um título de longe a longe, mas consecutivamente; e prometeu que o Benfica seria uma potência europeia. Falhou, falhou e falhou. Vieira fez de facto um trabalho notável com a marca Benfica, conseguiu devolver o Benfica às lutas pelo poleiro e conseguiu que o nome Benfica fosse de novo respeitado interna e externamente. Dou-lhe todo o mérito e agradeço por isso, fique claro. Mas os objectivos a que se propôs não foram atingidos, portanto devia ser Vieira o primeiro a reconhecer que falhou e o primeiro a dirigir-se à porta de saída, porta essa que seria a grande se o fizesse agora, e de forma voluntária. Apenas poderá não reconhecer o quanto o Benfica mudou com LFV quem não viu o Benfica das operações coração e dos 6ºs lugares no campeonato.
Agora Jorge Jesus, o homem do presidente. O caso é gritantemente parecido. Só pode não aplaudir Jesus quem não viu o Benfica dos Quiques, dos Fernando Santos, dos Koemans e por aí adiante. Jesus chegou, prometeu que com ele o Benfica renderia o dobro, e no ano seguinte foi campeão de forma categórica - e com direito a "nota artística", como diria ele próprio. Esteve no topo, aplaudido em pé no estádio e enaltecido na imprensa. Bem... Na minha honesta opinião, este foi exactamente o ponto de viragem e o grande pecado de Jorge Jesus: não soube lidar com o sucesso; quando finalmente o atingiu julgou-se no topo, e julgou que uma vez que estava em cima do pedestal, seria para sempre. Na época passada, perdeu Ramires e achou que não precisava de um 8, mas sim de um extremo - sim, porque para a frente é que é bonito. Além disto, um guarda-redes de qualidade 'reconhecida' que a dupla maravilha (Vieira e Jesus) foi desencantar nesse colosso que é hoje o Atlético de Madrid, apenas e só pela pechincha de 8,5M€.
Nas primeiras 5 jornadas, o Benfica entregou de bandeja o título ao FCP de Villas Boas. E Jesus desculpou-se com tudo, desde o Mundial à falta de entrosamento. Pelo meio vimos Salvio, Coentrão, uma série interessante de vitórias e uma Champions de fazer corar o fantasma de Cosme Damião. Jesus estragou tudo, cometeu erros e foi vítima dos mesmos. Invariavelmente, as culpas morreram solteiras e o Terceiro Anel engoliu em seco três murros no estômago - os 5-0 no Dragão, a reviravolta da Taça e a conquista do campeonato pelo FCP em pleno Estádio da Luz. Os benfiquistas engoliram a custo, mas confiaram em Jesus.
Este ano, Jesus acordou empenhado em não cometer erros do passado: reforçou-se bem na frente de ataque, dispensou algum peso morto que ele mesmo tinha adquirido na época anterior, contratou Garay para cobrir David Luiz, e... E... Nada. Nas laterais, nada. Na direita, Maxi é rei e senhor. Como substitutos, Amorim e depois Witsel, ambos médios. Não sei o que pode eventualmente ser dito sobre isto, mas quanto a mim é absolutamente ridículo que uma equipa com o orçamento do Benfica não tenha um substituto que seja pelo menos rotinado com a posição. Choca-me, em boa verdade. Como me choca que um jogador com o calo e o traquejo de Capdevila seja preterido da lista da Champions, onde mais uma vez o lateral titular foi opção única - e que lateral, senhores. Por alguma razão que confesso me fugir ainda, Jorge Jesus achou que este brasileiro Emerson seria um jogador para se impôr numa equipa como o Benfica. Quando muito, Emerson tem qualidade para ser um substituto, nada mais. E Jesus insistiu cegamente nele durante a época inteira, assumindo manifestamente uma posição contra o coro do Terceiro Anel - nada a dizer, o treinador está lá para assumir posições e tomar decisões. Emerson foi um par e uma decisão de Jesus, e quanto a mim foi exactamente esta dupla quem nos custou o campeonato - por exemplo no jogo na Luz contra o FCP, com uma expulsão a que o mesmo JJ não conseguiu responder por não ter nenhum defesa no banco. Emerson, Saviola, Nolito, Miguel Vitor - todos eles foram erros crassos de Jorge Jesus, uns pela positiva e outros pela negativa. Jesus falhou, estatelou-se redondo no chão, e agora tem que assumir as suas culpas. Coisa que não fará, porque é demasiado orgulhoso, presunçoso e casmurro.
Com culpas assumidas ou não, devemos ter consciência que a fase de estes dois senhores chegou ao final. Independentemente de terem feito grandes coisas pelo Benfica. A Vieira reconheço-lhe o trabalho com a marca Benfica e o regresso aos grandes palcos. A Jesus, os bons momentos de futebol que proporcionou, o título que conquistou, e a potenciação de jogadores como Coentrão, David Luiz ou Di Maria. Mas ambos falharam redondamente nos seus propósitos, foram eficientes mas não eficazes. O Benfica vive de títulos, a nossa grandeza e história assim nos exige. E é exactamente isso que temos que almejar sempre. A ambos, um desejo honesto em forma de apelo: saiam por vosso próprio pé, saiam pela porta grande.
Apenas nós, os Benfiquistas, somos eternos. As fases e as épocas vão passando, as más e as boas, e nós continuaremos cá. De pedra e cal, incondicionalmente, com a fé de quem acredita numa religião. Connosco ficará para sempre apenas o nosso estádio, a nossa gente, o nosso símbolo e a nossa história. Os nossos Eusébio, Chalana, Rui Costa, Nuno Gomes, e todos os outros. E nós, iguais a eles. Benfiquistas até ao osso. Doa o que doer.
domingo, 29 de abril de 2012
Liberdade? Mas qual?
Não, este não é um texto sobre o 25 de Abril, nem sobre a forma como os nossos governantes nos estão a tirar a dita cuja. Também podia ser, mas hoje é Domingo, por amor de Deus... Deixemos essa conta para outro rosário.
Ontem tive o prazer de ouvir alguém falar sobre o conceito "lean thinking" (= pensar magro). Confesso que o conceito não me é completamente novo, nem tão pouco foi ontem que aprendi a gostar desta filosofia. De forma rápida, e explicando-como-se-fossem-todos-muito-burros (que evidentemente não são) este conceito argumenta que uma empresa deve ser magra, deve ser o menos comprometida possível quando não necessita de o ser - isto é, deve evitar ao máximo os custos fixos e os desperdícios, de forma a que consiga ser magra o suficiente para estar livre de "gorduras" inúteis; e deve ser ágil o suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos num curto espaço de tempo se assim pretender ou for obrigada.
De qualquer forma, dei por mim no meu caminho de volta a pensar no quanto esta filosofia se aplica ou se poderia aplicar também a vidas pessoais. E no quanto os compromissos, ou pessoas, ou bens materiais nos tolhem os movimentos e nos amarram à cerca. Atire a primeira pedra quem nunca pensou "qualquer dia mando isto tudo para o caralho e vou-me embora". E insisto com outra retórica: quem nunca encontrou logo a seguir um grande, imponente "MAS" como obstáculo, nesse curto caminho?
Entre os muitos que vamos sendo, julgo que escasseia ou falta a pessoa que pode dar-se ao luxo de mudar de vida de hoje para amanhã. Porque todos têm um emprego que não pode "abandonar assim", ou um empréstimo de um carro do qual não se pode "desistir assim", ou uma casa que não podem "vender assim", ou simplesmente alguém que não podem largar "assim" nem de outra forma qualquer. No fundo estamos presos - presos a uma realidade virtual na qual entramos de livre espontânea vontade. A pura sensação de liberdade e livre-arbítrio que possamos de longe a longe eventualmente sentir não é senão uma utopia. Não nos vemos entrar e só reparamos quando já lá estamos; e o pior é que quase sempre não há breadcrumbs para nos levar de volta.
Haverá liberdade mais pura do que a dos "magros", os tais pobres que nada têm, do desimpedido, do que pode simplesmente ir porque lhe apetece ir, o fazer apenas porque quer fazer? Seremos realmente, e em termos lógicos, donos da nossa própria liberdade? Ou apenas cachorrinhos agarrados à cerca, com o mundo à vista mas fora de alcance?
domingo, 22 de abril de 2012
Saxofones no Upper West Side, NYC
"As we were walking by, Mickey asked these two kids (strangers) if they'd play us a song...wait till you see what happens in the end. Turns out their names are Eddie Barbash and Jesse Scheinin--They're both geniuses and now were friends. Upper West Side, Manhattan. New York City. First day of spring. 2009."
Se há no mundo um sítio encantado onde estas coisas acontecem mais frequentemente, é em NYC. Mas quero acreditar que isto pode acontecer em qualquer sítio do mundo, seja ele uma pequena vila ou uma grande cidade, quando as barreiras sociais e a timidez se quebrarem da forma que se quebram em NYC. Uma questão de mentalidades.
sábado, 21 de abril de 2012
Calma... Ainda estou cá eu!
Cristiano Ronaldo. Seguramente, não é o melhor jogador do mundo, pelo menos não na minha modesta opinião. Mas é definitivamente um dos jogadores, de entre todos que vi, que melhor maximizou o seu potencial. Se dá para fazer, Ronaldo tenta, tenta até conseguir. Tentou em Manchester quando todos pensaram que não era capaz, e conseguiu. Tentou em Madrid, quando parecia impossível, e conseguiu. Superar Messi é tarefa hercúlea, a roçar o impossível até. Talvez Ronaldo nunca consiga, é provável que assim aconteça. Mas tenho a certeza que no final da sua carreira, em todas as noites do resto da sua vida se deitará de consciência tranquila, com a paz de quem fez tudo o que podia para lá chegar. É um exemplo de determinação, de persistência e de trabalho.
Hoje foi rei em plena casa do arqui-rival, levando o Real Madrid a uma vitória que vale mais do que três pontos - vale o orgulho, a fé e o grito de revolta de um clube que sabe pertencer ao topo mais alto da tabela. E disse a todos os que quiseram ouvir: "Calma... Calma que ainda estou cá eu! Calma!". E este gesto diz tudo, tudo sobre o jogo, sobre o campeonato, e principalmente tudo sobre a carreira de Ronaldo e o sonho de voltar a ser Bola de Ouro. Oxalá consiga. É fibra da nossa fibra, sangue do nosso sangue, nervo do nosso nervo. Se dá para fazer... Ronaldo fará. Ou pelo menos tentará, até que as pernas lhe falhem.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
De Sarkozy e o 'caso Patek'
Place de la Concorde, Paris. Sarkozy discursa. De expressão honesta, balbucia mais 3 ou 4 tretas antes de terminar o discurso. Algo sobre heróis franceses, e a forma como a França se irá tornar uma referência em termos de taxação fiscal, e sobre solidariedade, e sobre cooperação com todos os países do mundo. Demagogia, em dose de cavalo. O público, esse delira. Sarkozy acena, sorridente! Decide descer e cumprimentar em mão o seu público. Um, dois, três, quatro cumprimentos, cinco, seis, e 'hey!, que merda é esta, foda-se!!' - diz para si o presidente, incrédulo! Alguém lhe puxou o relógio enquanto cumprimentava a multidão... No pulso, traz um Patek Philippe avaliado em 50 mil euros, ouro branco, oferecido por sua querida esposa Carla Bruni. Com cara de poucos amigos, Sarkozy tira discretamente o relógio e deposita-o no seu bolso direito.
E pronto, nisto cai-lhe o mundo em cima. Não na mesma hora, mas durante o dia de hoje, em que a televisão mostrou imagens reveladoras do acontecimento. Porque é uma atitude snob, e porque não confia na bondade das pessoas, e porque acha que é bom demais para expôr o seu relógio à raia miúda. Sempre dentro deste tom, uma torrente de críticas por essa web fora. Ora bem, portanto recapitulemos: o admissível, expectável ou até - já agora - exigível a Sarkozy seria que portanto continuasse a usar o seu relógio de colecção, com todo o respeito e confiança na multidão, só para o caso de mais um ou outro meliante lhe achar um piadão e conseguir, caso assim decida, levá-lo consigo para um passeio. Mas porque não? Afinal, no bolso dos outros qualquer um manda e comanda, não custa nada... Que mal traria ao mundo que o presidente francês ficasse sem um relógio de tal valor? Não ia doer a ninguém, certo? Então vamos lá armar-nos um bocadito ao pingarelho moralista e crente na humanidade, que fica sempre bem com a decoração.
É bizarra a forma como a imprensa e a opinião pública conseguem ser hipócritas quando vêm a mais pequena, ligeira e ínfima possibilidade de fazer sangue. Incrível. Quase, quase tão incrível como o Patek do Sr. Sarkozy. Quaaaaaaase.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O que tem, o que é que a Gaga tem?
Impacto. Basicamente, impacto. Mas como se consegue construir uma carreira na música pop sem ter sequer atributos musicais para isso? É assim tão fácil? Não, não é fácil, mas é simples.
A música pop vive de choque, de impacto. E se e se há coisa que a extravagante cantora consegue é definitivamente chocar. Ora pelo diz-que-disse sobre ser ou não hermafrodita, até ao guarda-roupa no mínimo peculiar, passando pelos arrufos públicos com a agora anafada Aguilera e o apoio à comunidade gay, esta senhora sabe manter o seu nome nas capas dos media. Nem todos o sabem fazer, nem todos conseguem reinventar-se. Assim de cabeça, onde anda o afortunado gangsta, 50 Cent? E a boa velha Britney, que ainda há pouco vi a suar as estopinhas pelos palcos, olhem que belo exemplo! É do senso comum que a fama é abrupta e efémera, mas quando estamos a falar da música pop... Multipliquem por 10. Só os mais fortes sobrevivem.
Mas será apenas isto? Será que basta chocar para levar uma carreira na música? Não, ou pelo menos não neste caso. Gaga tem uma coisa que faz dela especial: o facto de dar aos seus fãs a mesma dedicação que estes lhe dão, de todas a maneiras e feitios. Vive para os fãs, e com os fãs.
- Dá notícias. Não se permite cair no esquecimento.
- Faz com que cada concerto seja uma garantia de histórias novas para contar - toda a gente que lá vai, terá pelo menos um bom par de histórias para contar no intervalo da manhã na empresa ou na escola: "Sim, eu estive lá. Eu vi, ela fez isso, e acredita em mim, ninguém esperava mas ela fez!". Mais do que uma interpretação musical, um concerto dela é uma exibição de bizarrices e irreverências, um autêntico rebuçado para os comilões da pop.
- Nunca, mas mesmo nunca, Gaga ignora ou maltrata um fã. Pelo contrário, é comum vê-la agradecer-lhes por tudo o que lhe proporcionaram os seus "my little monsters", uma alcunha que pode até causar diabetes de tão docinha que é, mas que já vale uma homenagem em forma de tatuagem no corpo da cantora.
- She is one of us. Aliando-se a causas que muito dizem aos jovens, a berrante norte-americana ganhou a admiração dos nichos, das minorias, que vêm nela a representação da sua cor entre o cintilante cardume de peixes cinzentos de Hollywood. Desde admitir publicamente que foi vítima de bullying e que provocava o vómito, até à ligação muito forte ao movimento LGBT (confessou já a sua bissexualidade), Lady Gaga é um ícone. De corpo e alma.
Quero com isto e após isto, dizer honestamente que a admiro. Não musicalmente - de todo, mas pela poderosa arma de marketing em que se fez tornar. Que o diga Madonna, regressada das trevas - de onde, avaliando pelas vendas do último álbum, nunca deveria ter sequer voltado - não haja dúvidas, Gaga é a rainha da pop. Não tem a voz, nem... Bem... Os atributos visuais da Beyoncé, mas é um peixe que nada contra a corrente. Como foram um dia Bowie e Mercury, que por acaso até sabiam cantar. E como foi um dia Madonna, que também não sabia cantar mas fez tudo isto num a sociedade de mentalidade muito mais verde e mais fácil de chocar. E já que estamos numa de ascendência e descendência, veja-se a colorida Nicki Minaj... Quase faz lembrar alguém, não acham?
domingo, 15 de abril de 2012
"Nothing lasts forever"
... Nem sequer o meu hiato. A máxima é cliché, mas cai que nem uma luva. O que queremos hoje, amanhã deixa de fazer qualquer sentido, e depois de amanhã já volta a fazer todo o sentido. Sem arrependimentos, porque o que fizemos é reflexo de uma opção que um dia nos pareceu o caminho certo a seguir, mesmo que agora olhemos para trás e 'pfft, bela merda'.
Estou de volta com o blog, exactamente pela mesma razão que o comecei - a vontade de escrever, de deitar cá para fora, de transportar para texto aquilo que vos diria numa conversa de um destes dias, entre um café e dois cigarros. Por isso vão aparecendo, porque como é certo e sabido, um café e um cigarro são sempre bem-vindos - independentemente da hora e do dia. E as opiniões, essas, quero sempre ler. Concordem ou não concordem, construtivas ou destrutivas, sérias ou descontraídas. Venham daí, make yourselves at home!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
E na China... Autocarros sobrevoadores.
Para reduzir os engarrafamentos na estrada, a China decidiu desenvolver um novo tipo de transporte público – o 'Straddling bus' – e já poderá estar a circular em Pequim no final deste ano. A capital chinesa já se encontra em preparativos para receber o autocarro futurista e, para isso, várias linhas de carris já foram instaladas nas estradas para testá-lo.
O número de automobilistas explode a cada ano e mais de dez milhões de carros particulares foram vendidos em 2009 – tornando este país no maior mercado automobilista do planeta. Contudo, existe uma enorme consequência: os engarrafamentos acumulam-se nas maiores cidades, que apesar do desenvolvimento do metro, não se conseguem adaptar com rapidez.
A empresa chinesa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment Co decidiu responder a este problema, promovendo maior fluidez no trânsito com a criação deste inédito autocarro, já apresentado na Expo Internacional de «High-Tech», em Pequim. O meio de transporte, semelhante a um gigante eléctrico, anda sobre carris que enquadram a estrada e está dois metros elevado sobre os veículos que passam debaixo, como se este funcionasse como um túnel. Desta forma, o autocarro não bloqueará a circulação.
As estações também serão construídas em altura, já que o 'Straddling bus' terá 4,5 metros. Poderá circular a 60 quilómetros por hora e transportar entre 1200 e 1400 passageiros de uma só vez. Estima-se que possa contribuir para a redução de engarrafamentos até 30 por cento e será amigo do ambiente – foi concebido para funcionar a energia solar.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
The suburbs

Mas que grande, grande álbum. Depois da desilusão que foi Neon Bible, estão de volta os Arcade Fire de excelência, desta vez num estilo algo mais rotativo, mais apressado. Mas igualmente delicioso...
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