domingo, 20 de maio de 2012

The Beachies, e a tal cena da inovação



Como costumo dizer... A inovação vem das ideias mais simples, aquelas que qualquer um poderia ter tido - mas não teve.

Há coisa mais irritante do que estares na praia com um pouco de vento e a toalha teimar em levantar as pontas e atirar areia, fazendo de ti um autêntico rissol? É uma merda, claro que é uma merda. Se ao menos tivesse aqui alguma coisa que a prendesse...!




Touché. Neste caso, a ideia vem de Tiago Câmara Bettencourt, jovem empreendedor português que está a fazer um reboliço lá fora com esta ideia, que terá com certeza grande facilidade em vender às grandes marcas para efeitos de goodies/brindes/merchandising, ou quem sabe continuar a caminhada sob a insígnia The Beachies como até agora. Seja como for, um bem haja à criatividade e ao nervo português!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ele há coisas que fogem ao tempo e ao espaço...



... E esta, é uma delas. Daqui a 100, ainda estarão os meus bisnetos a levar um par de patins com esta boa velha cantiga... E ponho dinheiro na mesa.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nunca quis ser advogado...

Não que não tenha jeito para mentir e para deturpar palavras - tenho, mas sempre preferi continuar a fazer disso hobby em vez de profissão - mas a lei nunca foi a minha praia. Até porque aposto que é bem menos fixe do que parece na TV. Mas se um dia quisesse ser advogado, era por causa de gajos como Sebastian Stark ou Denny Crane. Verdadeiros bastards: talentosos, descarados, sem remorsos. Senhores de grande manha e grande fluência verbal, só quase tão grande como a pancada que Deus lhes deu, na verdade.

Na série Suits, temos Harvey Specter. Harvey não é Stark nem Crane, é diferente. É educado, inteligente e bem-parecido.  Bem sucedido, à custa de si próprio, da sua perseverança e sentido estratégico - ou seja, teórica e praticamente uma personagem mais pobre que os dois anteriores. E temos Mike Ross, o pupilo, e é onde a série ganha realmente um motivo de interesse. Ross é o típico miúdo inteligente (inteligente-ficção, não inteligente mundo-real) que desperdiça o seu talento com merdas sem interesse nenhum, isto nos intervalos das drogas e álcool. Até que se cruza com Harvey e se vê numa oportunidade de sonho para ser quem nunca imaginou vir a ser. 

E pronto, é isto. A série vai entrar agora na segunda temporada, and i just can't fucking wait. E resolvi partilhar. Quem é um gajo porreiro, quem é?



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os 23 eleitos: uma breve análise

E a minha breve análise consiste num só ponto: o Miguel Lopes? A sério? Com o Postiga e o Rolando um gajo ainda leva, com o Ricardo Costa já nos íamos habituando, e até o Duda nós já comemos e calamos. Agora, o Miguel Lopes? Só peço pelas alminhas que o João Pereira não se lesione ou não seja expulso - o que é complicado - ou isto vai ser feiinho. No mínimo.

Vá lá que pelo menos teve a decência de convocar o Nelson Oliveira. Salve-se alguma coisa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

WC Portáteis, e mais qualquer coisa

Estão a ver aquelas casas-de-banho portáteis, que... isto? Pois bem, o IKEA arregaçou as mangas, e fez isto:




Porque melhor do que mostrar, divulgar e empurrar o produto, é mostrar o produto no seu habitat natural, usável, forçando a experiência sem que o utilizador se mace ou sequer se importe. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E agora, Benfica? - Parte II: As tais diferenças

Em Itália:

"O campeonato o Milan atirou-o aos ventos. Perdemos o Campeonato porque apenas porque o atiramos ao vento, é nossa própria culpa. Mas a Juve mereceu pela perseverança, a invencibilidade e pelo futebol que mostrou: Os meus sinceros parabéns. O Milan voltará a ganhar. Allegri tem um contrato de dois anos, não vejo por que todas essas discussões tenham razão de ser."  - Silvio Berlusconi, presidente do AC Milan. 


Em Portugal:

"O título do FC Porto é um tributo dos árbitros" - João Gabriel, director de comunicação do Benfica.

"Sem os casos de arbitragem, o Benfica teria sido campeão" - Jorge Jesus, treinador do Benfica.

"                                                                    " - Luis Filipe Vieira, presidente do Benfica. 


E ainda perguntam porque raio é que este país, esta liga, esta porcaria toda nunca sai da cepa torta. Mas não é evidente o suficiente? Enquanto o italiano aparece a dar o peito às balas, Vieira esconde-se onde o diabo perdeu as botas. Enquanto o presidente italiano admite os seus erros - e há muita coisa de mal nele, mas admiro-lhe a franqueza - em Portugal continua a dança do tapa-o-sol-com-a-peneira, o jogo do empurra e a desresponsabilização dos responsáveis.


No futebol como na política continua a faltar a humildade, a decência, a coragem de admitir que se errou quando efectivamente se errou. Errar que é natural, porque somos humanos, e isso acontece. Em vez disso, os sócios (e os cidadãos) continuam a ser tratados como pacóvios, como bonecos de trapos que são desprezados e rebaixados e nunca se queixam. Talvez seja isso que realmente sejamos, pacóvios, analisando pela forma como nos deixamos sodomizar consecutivamente, mandato após mandato e época após época. Como benfiquistas e como cidadãos. No futebol, e também na política. 


E meus amigos, acreditem que nunca saíremos da cepa torta sem primeiro entender o motivo de ela estar torta, o que fizemos de errado e de que forma podemos ter uma cepa bonitinha como bem merecemos. Em vez disso continuamos a gritar para a estrada que a culpa é do machado, da terra, do vento e alguma parte também é do cão. Nossa é que não é, ora essa! Nem pensar.



domingo, 6 de maio de 2012

Querido Diário #1

Querido diário, 

Ontem foi uma noite triste para a noite bracarense em geral e para mim em particular. Passo a explicar: o bom velho Insólito (em plena Avenida Central, Braga) foi amputado. Tragédia! - não lhe roubaram um dedo, um braço ou uma perna: foi logo o coração. O que faremos sem o berreiro e a animação da "parte de trás"? Dará para viver sem ela, não dará?

Não sei... Assim começa a ser complicado.