...Viesse em minis?
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Falta de política
Sim, é um post sobre política. Ou sobre a falta dela.
No nosso caso, o que temos não é política, é falta dela. Porque se houvesse uma política coerente no ramo da Política, alegremente não teríamos mentecaptos ao leme do navio. Não haveriam Engenheiros ao Domingo, não haveriam licenciados-de-um-ano nem teríamos um Primeiro-Ministro que se licenciou aos 36 anos. Não que um canudo seja sinal de competência, mas como não há sinal dela de lado algum seria de esperar que pelo menos de um curriculum académico no mínimo coerente pudesse advir alguma esperança de que estas pessoas sabem realmente o que andam a fazer na casa das máquinas. O que notoriamente, reforço, não é o caso.

O caso de Relvas é gritante. Choca-me saber que estamos a falar de um tal génio que se inscreveu um dia num curso de Direito, onde obteve a brilhante distinção de fazer apenas uma cadeira durante o ano em que lá esteve, com a não menos brilhante classificação de 10 valores. Depois bem, decidiu que o Direito não seria bem a sua cena, e atira-se para uma licenciatura em História de onde saiu com o meritório aproveitamento de 0 (sim, zero) cadeiras concluídas. Pois, talvez Direito e História não sejam bem a cena dele - e que tal Ciências Políticas? Essa sim, a praia dele! De tal forma que acaba uma licenciatura de três anos em apenas um. Meus amigos, estão a gozar com a puta da minha cara não é? Um iluminado que não conseguiu mais do que fazer uma cadeira em dois cursos na prestigiada Universidade Livre chega a uma outra universidade e conclui um curso de 36 cadeiras em apenas um ano lectivo? Com equivalências resultantes "do seu vasto curriculum profissional". Mas quem? Um gajo que nunca fez nada na puta da vida senão andar a desfilar em associações, ordens e jotas? A sério, estamos mesmo neste ponto?
Estamos entregues a uma geração de jotinhas, uma geração que chega ao poder apoiada em degraus de favores e influências, degrau a degrau, até ao topo. Estamos perante uma total descredibilização da política, estamos a falar de controlo dos media e consequente controlo do Zé Povinho. Estamos a falar de uma geração de economistas de all-in e licenciados-às-três-pancadas que não têm o mínimo background fora da realidade política, passando a vida a reboque de jotas e maçonarias. Fantoches. Marionetes. Estamos entregues à bicharada. E como qualquer hiena que se preze, estas só largarão o osso quando não houver nem um pequeno vestígio de carne para rilhar.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Sweet umbrella sky
Alicante, Espanha. Uma das imagens mais bonitas que vi nos últimos dias, meses, anos. Não sei porquê em especial, mas o que é que isso interessa em boa verdade?
terça-feira, 26 de junho de 2012
Super slow motion meets BMW
É. Quando a arte do slow motion encontra a beleza e a alma da Baviera, acontecem coisas assim.
Etiquetas:
Gadgets e geekices,
Quem não viu que veja
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Pirlo, o Capitão sem braçadeira
Há momentos que ultrapassam isso mesmo, momentos que são mais que meros momentos. O penalty de Andrea Pirlo hoje, nos quartos-de-final contra a Inglaterra, foi mais que um momento bonito de futebol. A Itália estava em desvantagem, a Inglaterra confiante. Pirlo sabia que tinha que levantar o ânimo aos companheiros e enervar os ingleses, e que nada melhor que um Panenka para esse efeito. Ao marcar o penalty, Pirlo fez mais que um golo - mostrou que estava calmo, confiante, e que os italianos tinham razões para acreditar em si mesmos. É isto que faz um líder que sabe o que representa dentro do grupo de trabalho, assume riscos e mostra confiança no que está a fazer. Os ingleses enervaram-se, os italianos não voltaram a tremer e a Itália segue para as meias-finais. E o futebol ficou mais rico, porque os Pirlos e Buffons não se vêem todos os dias, mas de vez em quando aí estão para mostrar o que pode trazer para o campo um jogador de 33 ou 34 anos, esfregando-se na cara de todos os que teimam em medir o rendimento em função da idade. Pirlo saiu de Milão, fez um grande ano levando a Juve às costas e aparece no Euro como se fosse um jovem de 25 anos, a jogar e fazer jogar como só ele sabe. A movimentação e a ocupação de espaços é cada vez melhor, os passes continuam teleguiados. É sempre um prazer, Andrea.
Forza Squadra!
domingo, 24 de junho de 2012
Coisas que se perdem no tempo
Há coisas que se perdem no tempo. O manjerico, aí está uma delas. Outrora, S. João era sinónimo de manjerico, toda a gente tinha um e quem porventura não tinha, queria comprar. Ao descer a Avenida da Liberdade (e aqui torna-se claro que estou a falar de Braga) já não se sente o cheiro fresco do manjerico nas banquinhas, e a festa fica um pouco mais pobre. Banquinhas essas que também já não são o que eram, são cada vez menos e vendem cada vez mais Vouis Luitton do que propriamente outra coisa qualquer.
Mas nem tudo é mau. Com os anos, a juventude bracarense voltou a entusiasmar-se com o São João, muito graças à animação nas artérias que ligam à Av. da Liberdade. 'Antes não era nada disto' - dirão alguns - 'era correr para cima e para baixo, marteladas e alho pôrro'. Ainda é, ainda que já não com o mesmo entusiasmo de há 20 anos. Mas seja lá com que argumento for, é válido que se atraia a catraiada, é bom que não se deixem morrer as tradições. Pelo menos as boas. Afinal de contas já temos uma Câmara Municipal que assassina a nossa herança com uma brutalidade e indiferença que chocam, não precisamos de mais golpes no rico passado que temos a sorte de ter e a crueldade de enterrar. Gosto de acreditar, seja a nível de cidadania, profissional ou pessoal, que a nossa herança é o que nos leva, o que nos guia e o que nos caracteriza. Somos portugueses, os mesmos que ousamos conquistar os mares à procura do que havia a descobrir. Somos de Braga, a primeira cidade neste território a que chamamos agora Portugal. É importante que saibamos quem nos trouxe e como viemos, quase tão importante como colocar os olhos no futuro à procura dos mares ainda por conquistar. Temos que abrir horizontes, temos que nos internacionalizar e partir à conquista. Mas não podemos deixar de guardar, bem lá fundo no coração, quem somos e de onde vimos, o que fizemos e o que faremos. Quem nos trouxe e quem nos leva, de onde somos e para onde vamos. Podemos chegar à Lua ou a Marte, porque somos capazes. O que não podemos é esquecer-nos do fresco cheiro do manjerico, da sardinhada e das marteladas de S. João. Porque afinal de contas, é o que nos trouxe até aqui e é também o vento que nos levará a outras conquistas.
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