quinta-feira, 27 de setembro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dani Alves falou!

Daniel Alves, indivíduo conhecido pelo seu alargado intelecto e raciocínio peculiarmente desenvolvido, particularmente entre Mourinho e os seus pares, falou. Falou, e disse que o Barcelona e o Benfica têm um futebol igual, com a mesma filosofia de jogo e que entendem o futebol da mesma forma. Não fosse o tal mundialmente reconhecido intelecto do Dani Alves e ia achando que era um mind-game para pôr o Jesus com o ego nos píncaros, tendo presente que é manifestamente essa a melhor forma de se pôr o Catedrático a estender-se a todo o pano pelo chão fora completamente por sua conta. 

Mas tecnicamente falando - ou no aspecto técnico-táctico para quem fala Jesulês - o iluminado brasileiro tem a razão toda no que diz, de facto. Começando pelos respectivos meios-campos, onde de um lado se joga com 4 médios centro e do outro com 2, passando pelo facto de uma equipa jogar em ataque apoiado e sustentado, articulado com troca de bola em espaço curto, e a outra ainda estar para descobrir que também se pode jogar pelo meio e que há vida para além dos flancos. 

Tirando isso tudo, só vejo um argumento para que seja admissível ver o Barcelona pôr-se em bicos de pés tentando comparar-se ao Benfica. E mesmo assim, acho que o facto de terem o segundo melhor jogador do futebol actual e nós o melhor, e ambos serem argentinos, é muito poucochinho para bufarem assim. Mas pronto, vão falando...

domingo, 23 de setembro de 2012

Hoje é domingo, não é?

Que parvoíce, claro que é domingo. Não só é domingo, como é também domingão! Ou seja, não é apenas o dia que está entre o sábado e a segunda-feira, é também o bom velho dia da t-shirt de dormir e do cu alapado no sofá com o pacote de bolachas em cima da mesinha, bem ali à mercê de saciar qualquer bichinho que teime em aparecer. 

O outono chegou, amgos. Chegou e trouxe-nos o bom velho domingão. O domingão em que chove lá fora, ninguém vai à praia, à piscina e nem tão pouco alguém ousa pôr um dedo fora de casa, quanto mais passar a tarde no corte-e-costura numa qualquer esplanada. Aliás, qualquer uma destas saídas me parecem agora de uma loucura extrema, algo que só faria num domingão se estivesse efectivamente, louco. Aliás, é neste ponto que o paradigma do chinelo evolui da havaiana para o chinelo de quarto, ou nos casos mais sérios, a pantufa. É neste ponto que esquecemos o calção e nos amigamos de novo dos saudosos jeans, abandonados, desprezados e inusáveis no Verão - a menos que tivesse mesmo que ser, ou que a noite estivesse fresquinha. Os ténis de pano, baixinhos e airosos, têm definitivamente que encarar a sua temporada de hibernação, por muito que lhes custe - "meus caros, foram bons tempos but it's time to say goodbye". Tem que ser tem que ser, e o tem que ser tem muita força. Venha de lá essa bota, essa Merrell ou coisa que o valha, don't bring knifes to a gunfight que isto está a ficar frio.

Mas calma, que isto está longe do fim. Porque ainda está para vir a derradeira troca, traição digna de qualquer vigarista de rua num policial americano dos anos 80. Este é o ponto em que trocamos a cerveja geladinha pelo tinto au naturel. Não que se abandone um ou outro durante o resto do ano, nada disso, também não somos nenhuns animais sem sentimentos. Mas é inegável que somos um bocado bígamos, vá lá. Vamos para um lado ou outro conforme nos dá jeito, procuramos numa as palavras amigas que outra não é capaz de nos dizer e encostamos a custo os companheiros de tantos dias e noites a uma prateleira fria, vazia e sem réstia de humanidade até simplesmente nos lembrarmos que existem e que podem bem assistir-nos naquela hora de fraqueza. Não se faz.

Podia começar agora mesmo uma manif em defesa das bebidas sazonalmente abandonadas. Também podia tentar começar um movimento nas redes sociais, mais isso faria de mim uma daquelas que pessoas que odeio, essas que passam o dia inteiro a partilhar frases tão lindas e tão cutchi-cutchi que até fariam chorar um olho de couve. Não me parece. Não me safaria lutando sozinho, parece-me. Não, definitivamente não me safaria. Portanto, talvez siga a velha máxima, que mais? Talvez continue então apenas a lamentar esta crueldade que nós, a espécie masculina, comete sem qualquer rasto de escrúpulos ou dignidade... Mas afinal me junte a eles, já que não posso vencê-los. Não me julguem, que posso eu fazer? 

E então é tempo do velho vino, companheiro de noites frias e cenários melodramáticos, repintados com o cinzento do outono e temperados com o molhado da chuva a bater no vidro desprotegido, enquanto cá dentro uma reunião informal de alguns dos maiores bandidos que esta rua já viu tem lugar junto ao lume, faca afiada e conversa em riste:

- Não pode ser... A sério, como é possível ser-se tão burro?
- Se achas que esta é boa, espera até ouvires o que fez aquele caralho no outro dia...
- Conta lá, estou mesmo a ver!
- Já conto. Deixa-me só encher-te o copo, não te quero ver com sede nesta casa...
- Então dá-me um cigarro dos teus que o meu maço acabou há pouco... O isqueiro?
- Está aqui. Bem, ia eu dizendo...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Não sei bem...

Talvez seja velhice. Ou talvez falta de paciência. Ou talvez esteja a fritar a pipoca de vez, quem sabe?

De qualquer forma, no mínimo soaria estranho àquele rapagão - bonito - que deixei para trás há 6 anos, se lhe dissesse que viria por aí adiante um fim-de-semana em que ele se levantaria da manjedoura duas vezes (yap, sábado e domingo) à mesma hora em que se levanta durante a semana para trabalhar... Mas desta vez para ir andar de bicicleta. E sem sair à noite. E sem abusar do "social drinker" nem um bocadinho. 

Sinal dos tempos, sinal de insanidade, sinal de quê? Não sei. Que se foda. Hajam pernas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Momento musical de hoje

... versão Thiago Pethit e o seu talento do tamanho do mundo.



sábado, 1 de setembro de 2012

Uma Fábula Moderna: Vieira e os sapatos novos




Deixem-me contar-vos uma história. É a história de um senhor que precisava de um par de sapatos.

O Sr. Vieira era um homem grisalho, na casa dos seus 50. Tinha um trabalho importante numa empresa multi-nacional, comandava muita gente fazendo uso do seu jogo de cintura e da demagogia, que os pobres subordinados engoliam encolhendo os ombros.

Pela sua posição profissional e social, tinha absoluta necessidade de não cometer erros quanto à sua indumentária. É um mundo de dog-eat-dog, e facilitar era morrer. 

A certa altura, o Sr. Vieira (chamemos-lhe aleatoriamente assim) tinha uma reunião importante que lhe podia garantir uma promoção que procura há dois anos, sem sucesso. Precisava de uns sapatos, porque os dele não serviam e precisava mesmo de usar uns bons sapatos. 

A caminho da baixa, onde estava o comércio onde habitualmente comprava, lá ia o Sr. Vieira a pensar no tipo de sapatos a comprar. "Bem, no ano passado usei aqueles sapatos conservadores, não fiz grande figura. Óptimo era arranjar uns sapatos daqueles modernos, polivalentes, como os que tive há dois anos. Esses sim, grandes sapatos. Vai ter que ser isso, não estou a ver é onde vou arranjá-los", pensava com os seus botões.

Nisto passa em frente a uma lojinha pequena, de esquina e chama-lhe a atenção a montra. Vê um belo casaco - "que encanto!", diz para si. "Mas já tenho 6 casacos... Bem, os bons casacos nunca são demais, o inverno é longo e decerto haverão oportunidades para usar todos. Além disso o Alexandre disse que estava interessado naquele meu casaco, às tantas ainda lho vendo... Mais vale levar já este para prevenir, de qualquer forma". E pronto, lá trouxe o casaco. Dos 200 euros que levou, já só restavam 120. Mas tudo se haveria de compor, tinha que bater certo...! 

Duas ruas abaixo, o Sr. Vieira passa em frente a um novo espaço, sobre o qual tinha ouvido na rádio, um género de outlet que exibe um cartaz - "aceitamos a sua roupa usada". "Ora se não é mesmo isto que me dava jeito... Tenho de facto umas camisolas que não vou usar, e sempre aproveito para arranjar algum espaço no armário". Pagavam mal, mas bem, sempre são uns trocos. E elas lá estavam paradas de qualquer forma, portanto não está mal. E bem, foi assim que nessa tarde o Sr. Vieira se viu livre das camisolas a mais, ficando agora com as 4 camisolas de que precisa para passar o Inverno. "Perfeito", pensou para com os seus botões.

Continuando a sua rota, o Sr. Vieira passa pela loja do seu amigo Torres. Torres era um velho parceiro de negócios de Vieira, que estava agora à frente desta loja, muito antiga e com muitos recursos. Lá decide entrar para cumprimentar. 

- Olha quem ele é, então como estás amigo Vieira?
- Nada mal Torres, nada mal. Acabei de comprar agora este casaco...
- Epá, não está feio, não senhor. Mas sabes que esse padrão é um pouco avant-garde, não se vai usar já, já. Podias ter falado, eu arranjava-te aquele casaco que te emprestei há dois anos, não o uso e fazia-te um preço porreiro nisso. 
- Epá, realmente. Nem me lembrei disso, pôrra. Mas é de facto um casaco e pêras. Estás a pedir quanto por ele, mesmo?
- Por ser para ti, 120. Sabes bem que entre nós o preço é sempre jeitoso para o teu lado...

O Sr. Vieira engoliu em seco. De facto adorava aquele casaco, que usara durante um Inverno há dois anos e que tão bem lhe ficava. Mas 120 é precisamente o dinheiro que tinha para os sapatos. Merda!

- Não fazes um descontinho nisso, sequer?
- Vieira, sabes que não posso. 120 é bom preço.
- Que se foda, venha daí o casaco. Aqui tens os 120 euros. 
- Bom negócio, Vieira, bom negócio. É sempre um prazer, aqui tens.

Descendo a rua, o Sr. Vieira ia tão contente com os seus dois casacos novos como apreensivo quanto ao facto de não ter os sapatos que precisava. Merda, agora estava mais que bem servido de casacos mas ainda sem sapatos, e amanhã já tem que ir trabalhar. "Bem, só se passar em casa do Torres mais logo, a ver se ele me empresta aqueles sapatos que ele lá tem encostados, não são maus e vão dar para me desenrascar". E assim fez, voltou para casa e logo à noite passaria sem falta em casa do Torres.

- Triiing!! (campaínha)
- Olha o Vieira, então rapaz, como estás? 
- Torres, preciso de um favor teu. Epá, sabes que hoje te comprei aquele casaco, e daí nada a dizer. Mas agora fiquei com um problema, precisava que me emprestasses aqueles sapatos que aí tens e não usas, ia-me desenrascar para a reunião deste ano e logo se via. 
- Epá, oh Vieira... Sabes que não é má vontade, mas só te empresto os sapatos se me emprestares o teu casaco, aquele que usas sempre que faz chuva. 
- Oh Torres, mas preciso dele... Não dá mesmo. 
- Então esquece. 
- Ok, tu é que sabes. Até logo.

Voltando para casa, a cabeça do Sr. Vieira dava voltas e mais voltas. Onde raio ia agora desenrascar os sapatos a esta hora da noite, e amanhã já tinha que ir trabalhar. "Estou fodido", pensa.

Nisto toca o telemóvel. "O 'Árabe'? As estas horas? Que raio quer ele?" - 'O Árabe' era o ricaço da zona, quando queria alguma coisa nada o detinha até conseguir. "Não pode vir boa coisa", pensou o nosso amigo Sr. Vieira.

- ...Tou?
- Vieira? Era mesmo contigo, companheiro. Preciso que me vendas as tuas calças, hoje mesmo.
- Nem pensar, pá. Só tenho mesmo aquelas, ia ter que passar o inverno todo a remediar-me com calções e etc?
- Dou-te 200 euros.
- Epá... Ao menos os 300. 
- 200. E depois dou-te mais 30 euros se ela se mostrarem jeitosas.
- Ok, negócio fechado. 

Vieira pensou que aqueles 200 euros lhe dariam um jeitaço, afinal tinha acabado de gastar os seus 200 euros em casacos de que afinal nem precisava tanto e continuava sem sapatos. 

"Bem, vou só vestir-me muito rápido e vou ao shopping ali na baixa que ainda está aberto até à meia-noite", apressou-se a concluir. Eram 11 da noite e o Sr. Vieira tinha que a reunião já amanhã. Não tinha calças nem sapatos, não podia ir trabalhar sem eles, era a desgraça. Ao abrir o armário, no entanto, algo lhe salta à vista. Dá-se conta de que uma das camisolas que lhe tinham restado não era bem o que precisava, era amarela e difícil de combinar com outra peça de roupa qualquer. "Agora também não posso ir buscar de volta as outras!" - pensou, inquieto. Precisava de substituir aquela camisola também. E o tempo a passar, que raio!

Chegado ao shopping, Vieira vai direito à loja das camisolas. Repara numa camisola vermelha, que até nem é barata mas é de qualidade aceitável. Bem, pode ser.

- Vou levar esta camisola, por favor. 
- São 50 euros, senhor. 
- 50 euros? Mas não é da colecção passada? Vai ter que me fazer um desconto...
- Não posso, senhor. Não arranja uma parecida em lado nenhum, muito menos a esta hora.
- Então e se lhe deixar aqui esta, que já não uso? 
- Faço-lhe por 45 euros, então. 
- 45? Não pode ser, tem que baixar mais!
- Não adianta, senhor. São 23h55 e se quer a camisola tem que se despachar.
- SÃO O QUÊ?!
- 23h55, senhor. 

Vieira estremeceu. Não quis saber mais do negócio, deu os 45 euros e a camisola amarela e correu em direcção à loja das calças, já nem queria saber dos sapatos. 
Tarde demais. Tinha acabado de fechar, a tal loja. "Estou tão fodido", pensou.

E estava. O Sr. Vieira não podia vacilar, ele que procura ser promovido há dois anos, sem sucesso, em favor do seu arqui-inimigo, um vencedor nato, sempre organizado e imperdulário. O Sr. Pinto era de facto um profissional exemplar, e mais uma vez o Sr. Vieira ia ficar mal na fotografia ao lado dele. Amanhã lá estaria na reunião o Sr. Pinto, bem vestido da cabeça aos pés, preparado e à altura da ocasião. E o Sr. Vieira, bem, o Sr. Vieira estava completamente desgraçado. Ia-se tentar arrumar o melhor que consegue, mas acabou o dia com casacos a mais e bem servido de camisolas - mas sem umas únicas calças e nem um par de sapatos. Terá que usar calções e chinelos, à chuva e ao frio. Havia que encarar, estava completamente na merda. E pensar que tudo o que precisava era de um par de sapatos... 


PS: Não há um final feliz. Mas o facto é que a história se baseia em factos reais, também eles de final  habitualmente algo infeliz...

sábado, 4 de agosto de 2012

Chapéus há poucos...



Aqui há tempos mostrei cá no blog uma foto de Alicante, com uma gloriosa instalação de chapéus de chuva (ou de sol?) ensombrando uma rua do centro da cidade. Pois bem, desta feita é 'nossa' Águeda quem se enche de vaidade e copia a iniciativa, conseguindo um resultado ainda mais encantador que o dos nossos vizinhos espanhóis. 

Eu cá acho importante que as cidades portuguesas se encham de criatividade e dêem de facto o devido valor a este tipo de iniciativas. Poderá à partida fazer espécie a muita gente sobre o que a cidade ganha realmente com isto, já que proveito aparente só mesmo a sombra. Mas na verdade, uma iniciativa deste género trouxe a pequena cidade para as luzes da ribalta, veio publicitá-la e posicioná-la. Falando por mim, acho que faz anos que não ouvia falar de Águeda. É pouco provável que a cidade se vá encher de turistas de uma hora para a outra, por causa disto - mas alguns hão de aparecer, seguramente. E talvez gostem do que a cidade tem para oferecer, e talvez voltem. E talvez convidem amigos a lá ir com eles, ou talvez lhes indiquem o que visitar. Há essa possibilidade e probabilidade, por remota e escassa que possa ser. Sem os chapéus de sol, não haveria. No meio disto tudo, Águeda só ganha - ganha na economia local, ganha adeptos e simpatizantes, ganha notoriedade e constitui motivo de orgulho para quem lá vive. 

Seria importante que os nossos 'energúmenos' - leia-se autarcas à Rui Rio - tivessem real noção do que uma iniciativa assim alavanca. Pois bem, é refresco... Aliás, muito poucos têm sequer noção do potencial que têm em mãos, quer em termos de turismo interno quer em termos de atracção de turistas estrangeiros. Há casos gritantes de sub-aproveitamento de recursos neste sentido, assim de repente lembro-me de duas cidades que me são queridas, casos de Braga e Viana do Castelo. Cidades vizinhas, cheias na herança cultural mas vazias na sua exploração. Desde ruínas enterradas a tradições negligenciadas e silenciadas, Braga é perita em abafar a cultura, em destruir a herança em vez de a mostrar ao mundo, quase como o miúdo invejoso que parte o brinquedo para que mais ninguém brinque com ele - mas isso seria ciúme, que implica amor, doçura que a autarquia não mostra ter pela antologia da cidade, não é bom exemplo. Entre uma Capital Europeia da Juventude esforçada (que reconheço ser) mas não talvez não acutilante e anteplaneada como merecia ser, e uma azáfama autárquica para preparar a debandada do autarca-mor, Braga está moribunda de rumo. De plano de marketing, de agenda estratégica. É o principal problema, não seguir um caminho constante... É inegável que Braga se mexe. Isto é, não adormece no tempo, há sempre algo a ser melhorado ou reconstruído - e dou o devido mérito. Mas não se mexe numa direcção específica, mexe-se ora para a direita, ora para trás, ora para a frente, sem rumo nem direcção. Não há um objectivo em torno do qual se una uma equipa em mesa redonda, não há uma linha orientadora - há uma gestão reactiva, em vez de proactiva.

Mas tomara fosse este um problema ao nível local. O problema é nacional, infelizmente. Parte de governos e ministérios corruptos e incompetentes para autarcas corruptos e incompetentes. É uma roda viva, um ciclo vicioso que só mudará quando se mudarem mentalidades. O que não vai ser fácil, a partir do momento que estamos a falar de um país que achou que mudar o nome do Algarve para All Garve lhe iria trazer benefícios no reconhecimento internacional e consequentemente 'charters' de britânicos.

Algo está mal neste país à beira-mar plantado. Estamos no ponto em que a Vila de Óbidos ou a cidade de Águeda conseguem chegar à frente e mostrar como se faz. E isso, amigos, diz muito sobre o conservadorismo que reina e sobre o quão ultrapassados e deslocados estão os autarcas nacionais.